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IA redefine cleanrooms de semicondutores

A Deerns ajuda clientes da indústria de semicondutores na criação de ambientes de fabricação resilientes e de alto desempenho, projetados para precisão, flexibilidade, escalabilidade e confiabilidade de longo prazo.

A fabricação de semicondutores sempre foi desafiadora, mas a inteligência artificial (IA) acelerou as mudanças e elevou seus requisitos técnicos. Embora a maioria dos chips fabricados até hoje não seja composta por chips de IA, as aplicações de inteligência artificial impulsionam os investimentos mais avançados da indústria, remodelam o design das fábricas de semicondutores (fabs), o comissionamento de cleanrooms e toda a infraestrutura de suporte.

À medida que cresce a demanda por computação avançada, os cleanrooms se tornam mais complexos, mais sensíveis e ainda mais centrais para garantir rendimento, flexibilidade e desempenho de longo prazo.

Cleanrooms se tornam ecossistemas

Uma das mudanças mais importantes é que os cleanrooms não podem mais ser tratados como ambientes passivos para acomodar equipamentos de processo. Eles estão se tornando ecossistemas nos quais arquitetura, fluxo de ar, utilidades de processo, sistemas de segurança, logística e comissionamento precisam operar de forma integrada e com um nível muito mais elevado de precisão.

Maior precisão muda os critérios de projeto

Na fabricação de semicondutores, o rendimento é o principal indicador. Um defeito identificado tardiamente pode desperdiçar tempo, materiais e valor significativos. Por isso, o controle ambiental é tão importante: o gerenciamento rigoroso de partículas, vibração e temperatura contribui tanto para a eficiência produtiva quanto para o desempenho do negócio.

À medida que as geometrias dos chips diminuem, com componentes sendo empilhados (dispositivos 2.5D e 3D) e processos cada vez mais sensíveis, a tolerância a variações ambientais continua diminuindo. Paralelamente, a manufatura avançada introduz novos materiais de substrato e formatos alternativos, incluindo formas e tamanhos não convencionais, o que adiciona novas restrições à estabilidade térmica, ao controle de vibração e à integração de equipamentos. Estabilidade térmica, mitigação de vibração e prevenção de contaminação tornam-se ainda mais críticas, pois até as menores interferências podem afetar a consistência do processo, a precisão de alinhamento e, consequentemente, o rendimento.

Isso eleva os padrões de projeto em três aspectos fundamentais:

  • estabilidade térmica mais rigorosa em ambientes altamente controlados;
  • mitigação de vibração mais robusta para equipamentos cada vez mais sensíveis;
  • controle de contaminação mais rigoroso em toda a cadeia de fabricação.

Infraestrutura flexível nunca foi tão importante

A crescente complexidade da produção de chips voltados à IA também impacta a infraestrutura que abastece os cleanrooms. Novos materiais, gases e líquidos de processo entram no ambiente fabril com maior frequência e exigências diferentes de segurança, manuseio e confiabilidade. Assim, os sistemas utilitários precisam fazer mais do que atender às demandas atuais de produção. Eles também devem ser suficientemente robustos para suportar mudanças futuras.

Preparar instalações para o futuro é um dos maiores desafios enfrentados pelos clientes. Embora materiais, gases e ferramentas futuras nem sempre sejam conhecidos, as instalações precisam ser projetadas com flexibilidade suficiente para acomodar mudanças sem exigir grandes reconstruções. Hoje, flexibilidade significa criar uma estrutura de engenharia capaz de absorver futuras alterações em equipamentos, utilidades, logística e requisitos de processo com mínima interrupção.

Zonas menores, desempenho mais inteligente

Outra transformação importante é o abandono do conceito de um grande cleanroom atendendo igualmente a todas as funções. Muitas instalações avançadas estão sendo divididas em zonas menores e mais controladas, o que permite que as condições ambientais sejam ajustadas com maior precisão às necessidades específicas de cada processo ou conjunto de equipamentos.

Isso gera três vantagens principais:

  • maior controle nas áreas onde ocorrem os processos mais sensíveis;
  • menos superdimensionamento em áreas com menores exigências;
  • maior valor de longo prazo por meio de adaptações mais direcionadas.

Esse tipo de compartimentação também altera a estratégia de fluxo de ar. Fluxo descendente, exaustão e recirculação precisam ser considerados de maneira muito mais granular. Quando bem executado, isso melhora o controle ambiental e pode reduzir o consumo desnecessário de energia e os custos operacionais.

A IA está mudando o modelo de fabricação

A IA não está mudando apenas a forma como os chips são fabricados, mas também como toda a cadeia de valor dos semicondutores é organizada.

" Tradicionalmente, a fabricação front-end de wafers e as etapas back-end de montagem, encapsulamento e testes eram separadas entre diferentes instalações e até diferentes regiões. No entanto, no caso dos chips avançados para IA, os fabricantes estão cada vez mais integrando esses processos em um mesmo ambiente de alto desempenho.
Rob Janssen Consultor sênior para a indústria de alta tecnologia na Deerns

À medida que as funcionalidades convergem em dispositivos cada vez mais complexos, os processos front-end e back-end passam a coexistir dentro dos mesmos ambientes de fabricação, o que reduz a separação tradicional entre essas etapas.

A integração dessas fases em uma única instalação melhora o controle de qualidade, reduz riscos de transporte e exposição à contaminação, encurta prazos de produção e favorece ciclos de inovação mais rápidos. Também pode gerar benefícios relevantes em custos e sustentabilidade ao reduzir logística, consumo de energia e redundâncias entre diferentes sites.

Além disso, a crescente integração de componentes ópticos e fotônicos em dispositivos de IA eleva a importância da fotônica em todo o ecossistema de semicondutores. Embora a Europa talvez não acompanhe a Ásia ou os Estados Unidos em escala de fabricação de semicondutores, ela desempenha um papel importante e lidera pesquisas em fotônica.

" Ambientes avançados de P&D, instalações piloto e cleanrooms voltados à fotônica exigem alinhamento entre desempenho, flexibilidade e conhecimento especializado — fatores que hoje definem a próxima geração de projetos de semicondutores.
Rob Janssen Consultor sênior para a indústria de alta tecnologia na Deerns

Engenharia para a próxima geração de fabs

A IA acelera a inovação em semicondutores, mas também expõe os limites das abordagens convencionais para cleanrooms. Os ambientes avançados de fabricação agora exigem controles mais rigorosos, maior flexibilidade e uma relação muito mais próxima entre os requisitos de processo e o desempenho das edificações.

Para a Deerns, é nesse contexto que o valor especializado é criado: ajudando clientes a transformar mudanças tecnológicas aceleradas em instalações que operam de forma confiável e economicamente eficiente, se adaptam de maneira inteligente e sustentam rendimento, resiliência e retorno sobre investimento no longo prazo.

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Anderson Assunção

Country Director, Brazil

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